quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Prazer no Trabalho

Esse texto não é meu, mas resolvi postar para dividir com todos as sábias palavras de Flávio de Almeida Prado, consultor e autor do livro "Prazer - A Energia dos Vencedores".
Aproveitem a leitura e, quem sabe, repense sua vida profissional.
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PRAZER é fundamental! Você já parou para pensar por que trabalha? Se não fez, tente agora enumerar três razões, não mais que isso. Se prazer não está entre nenhuma dessas três razões, vocês está roubado. Roubaram a sua vida e você não percebeu.

Pense o seguinte: descontando as 8 horas de sono, você passa 80% da sua vida trabalhando ou envolvido em atividades relativas ao seu trabalho. Dos 20% restantes, pelo menos 15% são gastos em mera sobrevivência, o que inclui tudo o que mantém você apto para trabalhar.
Sobraram 5% para o seu prazer - é um número irrisório se comparado com os 80% que você  passa trabalhando. O pior é que trabalho sem prazer cansa, esgota. E o prazer, por pura falta de energia, fica sempre postergado para o dia seguinte.
O prazer no trabalho é o que existe de mais fundamental em sua vida. Não somente para sua qualidade de vida, mas porque ele é o seu termômetro de sucesso dentro daquilo que você faz. Trabalhando com prazer, você tem sucesso garantido. Com desprazer, você você está condenado a continuar fazendo o que faz pelo resto da existência - se não for demitido antes, por ineficiência numa reestruturação.

Prazer é a razão da nossa existência - na verdade, é a maneira pela qual a natureza nos indica que estamos no caminho certo. Tudo o que você fizer que seja a favor da sua natureza será retribuído com uma sensação prazerosa. Da mesma forma, tudo o que fizer que discorde dela logo lhe será cobrado. Primeiro aos poucos, mas se você insitir, a multa será pesada. (Está percebendo a origem dos enfartes?)

O prazer é fundamental para sua saúde. A sensação de prazer (aquela que a natureza quer que tenhamos) é ativada, entre outras, por uma substância conhecida como endorfina. Lembra daquela sensação de plenitude e bem estar que a maioria das pessoas sente após a prática de esportes? pois é a endorfina que a provoca. A endorfina, em conjunto com outras substâncias produzidas pelo organismo, reduz nossa pressão, diminui os batimentos cardíacos, é relaxante. A adrenalina, por sua vez, é a substância que nos prepara para enfrentarmos situações de perigo. Na floresta, diante de um leão, é a adrenalina jogada no sangue que faz você sair em disparada. Ela é fundamental para manter nosso pique, nosso entusiasmo e nosso prazer. Mas a adrenalibna, tão vital para nossa sobrevivência (até para que tenhamos prazer), torna-se a grande assassina quando em excesso. Ela aumenta a pressão e os batimentos cardíacos, excita-os angustiantemente e, por fim, destrói-nos. O equilíbrio das várias substâncias produzidas pelo organismo, ao contrário, aguça nossa inteligência e aumenta nossa produtividade. Como? Você consegue pensar direito quando está de cabeça quente? Quem decide melhor numa situação de incêndio: o calmo ou o desesperado? De novo, estamos falando de equilíbrio. Você não pode ser tão calmo a ponto de deixar o fogo queimá-lo vivo. Nem tão desesperado a ponto de pular pela janela. Realize coisas que lhe provoquem prazer e seu organismo vai agradecer produzindo adrenalina, endorfina e outras "inas" na quantidade certa.


O prazer é fundamental para o seu sucesso. Você pode não estar ligando muito para sua saúde, mas se está preocupado com seu futuro profissional, é bom tomar consciência de algumas realidades. Nos dias de hoje, de concorrência exacerbada e cerscente no ambiente de trabalho, é indispensável um aprendizado constante, mesmo para quem não está (ou acha que não está) empenhado em obter sucesso no trabalho. Adquirir conhecimento, sempre e cada vez mais, é algo inevitável simplesmente para manter a sua empregabilidade. Se você não sente prazer no que faz todos os dias, será muito difícil encontrar ânimo para aprimorar-se profissionalmente. E aí...
Infelizmente, nossa cultura está descobrindo tardiamente a importância do prazer. Valores externos nos forçaram a buscar atividades profissionais desvinculadas do nosso prazer. Afortunados foram aqueles que tiveram ou têm a oportunidade - e a felicidade - de seguir carreiras afinadas com aquilo que realmente gostavam ou gostam de fazer. Mas e os demais?
Provavelmente desperdiçaram ou estão desperdiçando suas vidas. Constatar essas realidades é correto, mas não é prático: infelizmente, mão podemos mudar o mundo. Mas podemo, sim, nos adaptar a ele, e é nesse sentido que temos que agir. Veja como:

Passo 1 - Defina sua situação prazeora de hoje - ou seja, o que lhe traz satisfação.
Passo 2 - Defina suas áreas de prazer, aquelas que concordam com a sua maneira de ser.
Passo 3 - De hoje em diante, oriente sua vida buscando sempre áreas prazerosas. É lá que está seu futuro.

Prazer é energia. É aquela energia que transforma o difícil em fácil e o impossível em possível. E se você está descobrindo isso agora, corra atrás: é fundamental para o seu trabalho, para o seu sucesso e para você ter uma vida que valha a pena ser vivida!
, é preciso fazer um projeto real de mudança - e enquanto você não conseguir tomar outro rumo, enquanto tiver que aturar uma situação desprazerosa, por causa do dinheiro no fim do mês ou porque está esperando ser chamado para uma área prazerosa, não entre em desesperado: invista nos prazeres paralelos. Eles existem - e vão ajudá-lo muito a fazer sua travessia. 

Se você já está atuando numa área que lhe traz prazer, luz verde: é por aí mesmo que deve prosseguir. Se esse não for o caso

Os prazeres paralelos são aqueles que quase todo o ser humano, de certa forma, é capaz de sentir. Eles não são fortes como os prazeres, atávicos (sobrevivência, criação, alívio após a dor, exemplo), mas funcionam da mesma forma. Na verdade, fazem parte do dia-a-dia e muitas vezes não são sentidos porque não prestamos atenção neles. Veja a relação abaixo, elimine alguns e acrescente outros. Depois faça sua própria lista de prazeres paralelos.
O ponto final, o diploma, a última telha, o cruzar a linha de chegada. Tudo isso gera momentos de efetivo bem-estar e nos estimula a continuar vivendo. Quando terminamos algo de certa magnitude gostamos de comemorar o evento. Pode ser muito bom também terminar uma etapa, uma tarefa, um projeto simples, um livro, um capítulo, uma página.

Depois do prazer de terminar vem o prazer de "fui eu quem fez". Esse é o prazer que nos dá orgulho de ter realizado algo.
É a sensação agradável de ser uma das engrenagens que faz o relógio funcionar. É bom saber que algo feito por você teve essa ou aquela utilidade na realização dessa ou daquela tarefa. Melhor ainda é sentir-se indispensável. Esse é um prazer de baixa densidade, mas de muita potência e duração. É sentido por aqueles que conseguem fazer com que suas vidas não passem em branco. Eles deixam suas marcas em benefício da coletividade - dedicaram tempo, energia e trabalho a coisas separadas de seus interesses individuais.

Quando você se aprimora, seja no que for, pode sentir-se muito bem - e só prestar atenção e dar-se crédito pela melhora que fez. Não fosse este prazer, seríamos todos ainda como os outros animais: eles tem um corpo com pouca ou nenhuma inteligência. Nós temos inteligência que, se bem usada, pode tornar o corpo mais eficiente.

Toda criança vai logo correndo contar aos pais uma coisa nova que aprendeu. Além da sensação de prazer, o saber nos dá também uma sensação de orgulho.
Prazer discreto, mas de suma importância: ele gera autoconfiança, amor-próprio, o sabor de sentir-se competente em algo.

Ser desonesto agride, altera o curso normal das coisas. E esse "alterar" um dia será cobrado. Prazer em ser desonesto? Posso ser tachado de incorrigível otimista, mas não acredito que seja possível.
Aqui os orientais chegam aos extremos de prazer. Nós ocidentais não chegamos a tal, mas não deixa de ser muito gostoso quando, mesmo com desprazer, conseguimos fazer aquilo que  era esperado de nós.
Reúna alguns desses prazeres paralelos. Adicione mais alguns só seus e acrescennte um pouco do seu saldo de poupança prazerosa. Então enfrente um desprazer com a vontade de subjugá-lo. Suas chances de sair vitorioso serão maiores ainda.

E se você sente que a sua atividade atual é desprazerosa? Vale a pena perder um pouco de tempo analisando-a. numa primeira fase, desmembre-a em subatividades. Será mesmo que são todas desprazerosas? Talvez você descubra  que apenas alguns componentes são realmente negativos. E dentro dessa listagem é muito provável que você encontre algumas atividades, ou até mesmo muitas, que normalmente lhe dão prazer. Ao enfrentar uma tarefa desprazerosa, não se esqueça de observar algo de extrema importância se outros tem prazer nisso, por que eu não poderia ter? É possível que você passe a gostar daquilo que a princípio parecida muito ruim. Eu já vi muita gente dizer que detestava certa pessoa, que não suportava sua presença e, depois, viver uma excelente relação com ela. Na verdade, é possível vivenciar o grande prazer de saber que estávamos errados.


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